BBB, Gilmar, a Vacina e o Voto

Marcelo Cattani

Mergulhamos num equinócio turbulento com pouco oxigênio no tubo. Vivemos dias eletrizantes, aterrorizadores, capazes de gerar descontrole emocional nos brasileiros mais equilibrados. A superposição dos fatos nos colocou no vagão 1.001 do Expresso do Amanhã. Fomos às urnas em 2018, passamos voando por um inexplicável 2020, o Ano Novo chegou, mas quem já está aí é 2022, atropelando a Ciência e trazendo na pauta o futuro da nossa Democracia.

Ano que vem vamos votar em cinco candidatos. Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. Brasília – aquela que parece um cartão-postal urbanístico, mas que manda de verdade em todos nós – está de olho em apenas um grande projeto: a eleição das bancadas federais, os deputados e senadores do povo, que vão representar a divisão dos bilionários fundos Partidário e Eleitoral.

Empatia ainda é palavra nova no vocabulário da nossa gente. Os meios de comunicação vivem crise aguda de credibilidade. No panelaço durante o pronunciamento de Bolsonaro, no dia que Sérgio Moro foi transformado em suspeito, também se ouviu muitos “fora Globo lixo!”

O que então o BBB, Gilmar Mendes e a Vacina têm a ver com o Voto?

Os paredões do reality show de maior audiência do país mostram que ser influencer com milhares de seguidores não é garantia pra nada! O eleitor cancela, deleta, troca de ídolo em segundos. Volatilidade total.

E o Ministro Gilmar Mendes, usando todos os algoritmos da Lei, conduziu sua turma no STF a tornar Moro “criminoso”.

Qual a estratégia de reposicionamento de Moro? Imagina a cabeça do eleitor ao receber a notícia. Batman agora é da turma do Coringa.

Enquanto isso, o “PIB Brasileiro” escreve uma carta aberta à nação dando um pito histórico no presidente da República. A reação de Bolsonaro, em rede nacional, foi surpreendente: defendeu a Vacina, com a boca torta de tanta contradição. Agora não vamos virar jacarés.

Atônitos, os eleitores já não sabem que rumo seguir. O radicalismo e o extremismo explodindo em todos os grupos de WhatsApp pelo País, onde a diversão e o humor estão perdendo terreno pro embate político.

Pra piorar, todo mundo agora quer comprar Vacina: vereadores, prefeitos, deputados, governadores, empresários…..mas não tem Vacina à venda! Puro ilusionismo, pois nem as mais ricas economias globais estão conseguindo equacionar esse problema.

Esse tsunami diário sobre as nossas cabeças mostra que as fortalezas de quem vai buscar o voto ano que vem precisam convergir para uma narrativa inovadora: Propósito, História, Esperança e Felicidade.

Vamos ter outros equinócios, mais notícias de Brasília, mais mortos pela Covid, mais cancelados, mais gente saindo do grupo da Família. Pra saber mesmo o que virá depois, primeiro a democracia vai ter que superar o implacável paredão de 2022. A parte boa é que só depende de nós, brasileiros, fazer com que o sol cruze o equador celeste com tranquilidade.

* Marcelo Cattani, jornalista e publicitário, foi secretário de Comunicação do Estado do Paraná. Fundador da Yari – Estratégia e Inovação em Marketing.

2 thoughts on “BBB, Gilmar, a Vacina e o Voto

  • 16/09/2021 em 12:47
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    I finished it five minutes ago. I had to blow my nose and my cheeks are still salty.I ignored Speak in middle school because I thought it was just another one of those books. I was wrong. There’s a good chance I wasn’t ready to read it then. That’s the only reason I should have ever had for not reading it.This is not porn. There is no more tactful or honest way to write this story. It needed to be written. It needs to be read.I’m going to buy a copy and lend it.I want to be Mr. Freeman.

  • 06/10/2021 em 05:24
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    Peculiar article, just what I was looking for.

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