Na ausência do corpo, a presença da dor

Familiares do casal Rubens e Kawane, desparecido em Goioerê, desde o último dia 3 de agosto, vivem em um luto que não cessa.

Enquanto tantos outros enterram seus familiares, pai e mãe, parentes e amigos de Rubens e Kawane, não tiveram esse tão primário direito.

Nestes quase cinquenta dias de procura obstinada sobre o destino dos dois, duas perguntas que não querem calar: onde estão Rubens e Kawane e se foram mortos, onde estão seus corpos?.

Até agora, quatro pessoas foram presas. A última, de alta periculosidade, foi detida na madrugada de domingo em Campo Mourão, mas impera entre eles, uma espécie de silêncio combinado. Não vi nada. Não sei de nada.

Apesar das investigações apontarem para a morte do casal, as famílias nutrem a esperança de que Rubens e Kawane estejam vivos e que um dia voltarão para casa.

Mas enquanto isso não acontece e não se tem respostas às perguntas de onde estão, as famílias seguem angustiadas e sendo vítimas de uma tortura, que pelo visto, ainda não tem data para acabar.

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