Quase 80% dos paranaenses aprovam decisão de manter e ampliar escolas cívico-militares

Entre os 2.848 entrevistados entre os dias 17 e 20 de julho, 2.250 disseram ser a favor da decisão do governo estadual após a descontinuidade do programa pelo governo federal

Uma pesquisa contratada pela ADI – Associação dos Jornais e Portais do Paraná e realizada pelo Instituto IRG e, aponta que 79% dos paranaenses aprovam a decisão estadual em manter e ampliar o funcionamento de escolas no modelo cívico-militar. A decisão foi anunciada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no dia 13 de julho, após decisão da União em descontinuar o programa em nível nacional, que contava com 202 unidades em todo o País.

Entre os 2.848 entrevistados por telefone entre os dias 17 e 20 de julho, 2.250 (79%) disseram ser a favor da decisão, enquanto 570 (20%) se manifestaram de forma contrária e 28 (1%) não souberam ou não responderem.

Na prática, o Governo do Estado vai incorporar gradativamente a administração de 12 colégios que são administrados pelas Forças Armadas no Paraná. Com isso, as unidades de ensino que seguem o modelo cívico-militar passarão de 194 para 206 após a conclusão da migração, que deve acontecer entre o final de 2023 e o início de 2024. O objetivo do Estado, nos próximos anos, é chegar a 400 escolas neste modelo.

A decisão de ampliar os investimentos neste tipo de administração escolar se deve à grande adesão de pais, com filas de espera para a realização de matrículas nas unidades existentes, à taxa de frequência dos estudantes e ao desempenho das escolas cívico-militares no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Atualmente, o Paraná já lidera o ranking nacional de estados com mais escolas cívico-militares. O Estado aparece à frente de Goiás, na segunda colocação com 124 colégios, e da Bahia, em terceiro lugar com 121 unidades.

A pesquisa do IRG registrou que este fato também é percebido pela maioria da população paranaense. Ao serem questionados, 1.790 dos entrevistados, o equivalente a 60% do total, alegaram ter conhecimento de que o Estado é o que mais têm escolas neste modelo, enquanto 1.134 (38%) disseram não saber e 60 (2%) não responderam a pergunta.

 

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