Copacol: colheita da soja avança no oeste do Paraná; tecnologia ajuda na redução de perdas

Com o fim do intenso período de chuvas, a soja começa a ser colhida no oeste paranaense. O excesso de água no campo atrasou a entrada das máquinas e também afetou parte dos grãos, refletindo no ganho em produtividade. No entanto, produtores que investem de maneira intensa em tecnologia têm menores impactos no campo.

O agricultor João Batista Afonso Pereira estima perdas de 15% ocasionadas pela chuva, no entanto, está satisfeito com os resultados, principalmente com relação ao preço da saca paga ao produtor: R$ 155 nesta segunda-feira. “Vamos ter uma perda, mas ainda tivemos uma boa produtividade. A dificuldade maior foi mesmo agora na colheita, quando não parava de chover. Pelo que tudo indica vamos alcançar 180 sacas por alqueire. Os preços acabam compensando essa perda que estamos verificando”, afirma o produtor, que é cooperado da Copacol e integra o Projeto Excelência Produtividade 460.

Por meio de tecnologias avançadas, uso de sementes tratadas, manejo de plantas e de solo, a Cooperativa busca atingir a média de 460 sacas por alqueire ao ano, somando a produção de soja e de milho. A meta é chegar a esse resultado até 2023. Pereira acredita que o investimento faz com que a produtividade alcance resultados melhores a cada ano. “Sempre que se investe em tecnologia o resultado é melhor. A resposta que temos é em produtividade”, afirma o produtor, que iniciou a colheita da área de 90 alqueires em Corbélia. Ao todo a família conta com 200 alqueires com cultivo de soja.

A expectativa da Copacol é receber nove milhões de sacas de soja nesta safra. Agora, os grãos começam a chegar até as 19 unidades de recebimento da Cooperativa, no Oeste e no Sudoeste paranaense.

PRODUÇÃO ESTADUAL

Em boa parte do estado, a cultura está em desenvolvimento, ocupando uma área de 5,58 milhões de hectares e com uma expectativa de produção de 20,4 milhões de toneladas, conforme a Secretaria de Estado de Abastecimento. A safra começou com o plantio atrasado por causa da seca severa até dezembro do ano passado. Com o retorno das chuvas, a lavoura conseguiu ter boa recuperação.

RECOMENDAÇÃO TÉCNICA

O excesso de chuvas atrasou a colheita e também aumentou a incidência de doenças. “Observamos uma evolução das doenças nas áreas com cultivos da soja, como contra mancha-alvo, cercospora e ferrugem asiática. Para as áreas em fase de desenvolvimento, onde há o início de formação de grãos, é importante fazer o controle por meio do manejo para evitar reflexos na produtividade. Já nas áreas em fim do ciclo, verificamos uma desuniformidade na maturação. Por isso, recomendamos o nivelando a lavoura, mas é preciso observar o momento mais propício para aplicação do produto”, afirma o engenheiro agrônomo Copacol, Vanei Tonini.

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