Por que não confiar cegamente no simulador de aposentadoria do INSS?
Muitas pessoas acessam o aplicativo ou site do INSS, utilizam o simulador de aposentadoria e, ao visualizar o resultado, acreditam que já sabem exatamente quando poderão se aposentar.
Mas é preciso ter cuidado.
O simulador utiliza, principalmente, as informações que constam no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). E o CNIS pode apresentar erros, omissões ou informações que precisam ser corrigidas e comprovadas.
É comum encontrar, por exemplo, datas de entrada ou saída incorretas, vínculos que não aparecem, contribuições ausentes ou períodos de trabalho registrados de forma incompleta.
Além disso, existem situações que exigem uma análise previdenciária mais cuidadosa.
Um trabalhador pode ter exercido atividade rural e esse período não estar registrado no CNIS. Também pode ter direito ao reconhecimento de tempo especial em razão das condições de trabalho, como ocorre em determinadas atividades industriais com exposição a ruído, em postos de combustíveis e na área da saúde, envolvendo, por exemplo, *médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, dentistas, profissionais de laboratório e outros trabalhadores expostos a agentes biológicos.
Há ainda outras atividades que podem envolver exposição a agentes nocivos, como trabalhadores da indústria, metalúrgicos, soldadores e profissionais expostos a determinados agentes químicos.
Também existem situações específicas, como a aposentadoria da pessoa com deficiência, que possui critérios próprios e exige uma análise diferenciada.
Por isso, o resultado apresentado pelo simulador não deve ser considerado, isoladamente, como uma conclusão sobre o direito à aposentadoria.
Antes de realizar o pedido, é importante analisar o histórico contributivo, conferir o CNIS, verificar os documentos disponíveis e identificar se existem períodos que podem ser reconhecidos, corrigidos ou incluídos.
Uma informação incorreta no CNIS pode fazer diferença na contagem do tempo e até no momento em que a pessoa terá direito à aposentadoria.
Por isso, antes de ingressar com o pedido, procure um advogado especialista em Direito Previdenciário para ingressar com o pedido de aposentadoria de acordo com o seu caso.
Dra. Regiane Evangelista
Especialista em Aposentadorias

