BiS Brasília debate confiança, esporte e comunicação no avanço do mercado regulado

No segundo dia do BiS Brasília, realizado em 3 de junho de 2026, no Royal Tulip Alvorada, em Brasília (DF), um debate colocou em primeiro plano a relação entre esporte, mídia e credibilidade no setor regulado. O painel ocorreu das 13h30 às 14h30 e reuniu Rafael Suzuki, Piloto Profissional de Stock Car, e Witoldo Hendrich, Presidente da ABRAJOGO, com mediação de Beto Saad.

A conversa abordou um ponto sensível para o setor: a dificuldade de transformar investimento, geração de empregos e apoio ao esporte em confiança pública. Dentro do evento de apostas , os participantes defenderam que falta comunicação mais clara sobre o papel das empresas legalizadas, especialmente diante do avanço de operadores ilegais e da circulação de informações distorcidas.

O que o debate mostrou sobre esporte e credibilidade?

Um dos principais pontos do painel foi a defesa de que o esporte funciona como ponte entre marca, público e reputação. Ao falar sobre o automobilismo e o ambiente esportivo, Piloto Profissional de Stock Car, Rafael Suzuki, afirmou: “Eu realmente acredito nisso. Acredito que o segmento traz muito engajamento para o esporte.”

Na avaliação de Suzuki, o apoio ao esporte vai além da exposição comercial. Ele destacou que há espaço para ampliar a presença do setor em modalidades fora do futebol, desde que a comunicação seja mais eficiente e conectada à realidade do público.

O piloto também indicou que existe receptividade no meio esportivo. Suzuki afirmou: “Hoje é um motivo para conquistar, para ter uma marca no segmento.” A fala reforça a percepção de que o mercado já é visto como parceiro relevante por atletas, equipes e categorias esportivas.

Por que a comunicação virou tema central?

Ao longo do painel, Hendrich concentrou sua fala na necessidade de reação pública do setor. Para ele, há uma distância entre o que o mercado regulado entrega e o que a sociedade de fato enxerga. Presidente da ABRAJOGO, Witoldo Hendrich, afirmou: “Precisamos nos comunicar melhor com as pessoas. Precisamos nos comunicar melhor com a sociedade.”

Na prática, a crítica foi dirigida à ausência de uma narrativa mais forte sobre arrecadação, proteção ao consumidor, combate ao ilegal e apoio ao esporte. Segundo Hendrich, essa falha abre espaço para discursos simplificados e oportunistas sobre as apostas

O executivo também chamou atenção para a concorrência com operações fora das regras. Hendrich afirmou: “Se você vai apostar, aposte nas casas que são licenciadas pelo poder público, porque essas são as únicas que lhe oferecerão os níveis de segurança que você precisa para jogar.” A declaração colocou a legalidade como eixo central da confiança do consumidor.

Quais foram os temas mais fortes da conversa?

O painel girou em torno de quatro frentes principais:

  • papel do esporte como vitrine de credibilidade;

  • falta de informação qualificada sobre o setor;

  • diferença entre operadores autorizados e ilegais;

  • responsabilidade pública no combate à clandestinidade.

Também houve espaço para discutir o papel de clubes, atletas, ligas e veículos de comunicação na construção de uma mensagem mais clara para o público. A avaliação dos participantes foi a de que os beneficiados pelos investimentos ainda falam pouco sobre os efeitos concretos desse apoio.

Ao fim do debate, a mensagem foi direta: confiança não será construída apenas com regulação ou investimento. Ela dependerá, sobretudo, da capacidade de o setor explicar melhor seu impacto social, esportivo e econômico, e de diferenciar com firmeza quem atua dentro das regras de quem opera fora delas.

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