Vereadores são condenados a 7 anos  de prisão por corrupção em Toledo

Já pensou se a moda pega?. Dois vereadores de Toledo, identificados como Edimilson Dias Barbosa, conhecido como Dudu Barbosa e Valdomiro Nunes Ferreira, o ‘Valdomiro Bozó’, foram condenados pelo crime de corrupção passiva e condenados a pena de 7 anos de reclusão em regime semiaberto. Eles também perderam o cargo.

Segundo denúncia do Ministério Público do PR, os vereadores teriam solicitado R$ 300 mil em propina, em 31 de outubro de 2024, a uma empresa que negociava com o Município a elaboração de um projeto para construção de uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH) no Rio São Francisco. A proposta, segundo o MP, garantiria a regularização de servidão administrativa para passagem de tubulações.

Na decisão, o Juiz da 1ª Vara Criminal de Toledo, Murilo Conehero Ghizzi, entendeu que os vereadores exigiram indevidamente o valor: “Mesmo que a Defesa técnica e os próprios réus queiram fazer crer que a divisão em questão dizia respeito a capital político, o contexto em que foi feita a fala, a forma como se dava a conversa, e a própria definição de capital político, não permitem concluir, ou mesmo presumir, que a fala teria se dado nesse contexto. Está mais do que nítido que o que seria dividido era o dinheiro exigido. Logo, não há qualquer dúvida de que, em verdade, não era essa a intenção dos vereadores, ora réus. O que se pretendia, e o que efetivamente foi feito, naquele dia 31 de outubro de 2024, era exigir, de um empresário local, o pagamento do valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), a título de propina, para aprovação de um projeto de lei, circunstância que se amolda ao crime de corrupção passiva.”

O caso ganhou repercussão em agosto de 2025, quando os dois vereadores foram afastados dos cargos por decisão judicial a pedido do Ministério Público. Em fevereiro deste ano, os dois chegaram a reassumir temporariamente os cargos, mas uma medida cautelar concedida pelo Tribunal de Justiça afastou novamente os vereadores das funções. Os vereadores poderão recorrer em liberdade da decisão.

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